sábado, fevereiro 23, 2008
quarta-feira, fevereiro 06, 2008
Guardas o quê? Sonhos?
O que guardas tu no cantinho do teu ser? Que sonhos, que ilusões feitas de algodão? Que gritos e sorrisos? Que nuvens e sol radiante? Porque és tu essa mistura feita de lágrimas e de riso? Porque és tu criança livre a correr num prado cheio de flores e ao mesmo tempo, idosa amargurada defronte da lareira? Que dualidade encerras tu, minha pequena, na tua tão estranha cabeça? Sim, cabeça estranha a tua…feita de espigas de trigo coladas com mel…repleta de pássaros de todas as cores que voam sem rumo mal encontram um buraquinho por onde fugir…deslizam com tanta velocidade e tão perto que quase nos levam as ideias…agarra-as…agarra-as…põe o chapéu, vá…rápido que lá vêem eles…não os deixes levar as tuas ideias…deixa-os levar apenas o teu coração...
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su.....
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4:56 p.m.
segunda-feira, janeiro 28, 2008
raios
Olho para mim...e apenas venho restos...restos de alguma coisa que fui mas já não sou...nem consigo sequer ter uma ideia vaga do que fui...é como se o meu interior fosse um lugar vazio...com uma memória aqui e ali de alguma coisa...mas completamente abandonado, perdido, esquecido...e ao mesmo tempo detesto-me...detesto este involucro que insiste em existir quando já está morto...quando não há esperanças...não há nada, nada, nada para mim...nem sei se posso utilizar a palavra mim, tendo em conta que mim já não existe...talvez eu na realidade já tenha morrido e ainda não tenha a noção dessa realidade...serei um fantasma? antes fosse...assim não sofria tanto...quero ser um fantasma...quero ser outra coisa qualquer...não quero definitivamente ser a Susana...raios partam com a criatura...que lhe aconteca algo e ela se esfume...se desintegre...fogo...que já não posso com a mulher...odeio-me...
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su.....
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4:04 p.m.
quinta-feira, janeiro 24, 2008
Palavras ....para Quê?!?
Há muito que tento, sem sucesso, mostrar ao exterior a complexidade da minha mente e a grande e brutal carga de trabalhos que acarreta…isto porque, visto de fora, poder-se-á cair na tentação de achar que complexidade na mente humana é algo bom e positivo…e como vivo dia-a-dia com o impacto negativo dessa realidade, pretendo provar o 'inferno' que uma mente complexa experiência. As seguintes imagens representam uma pequena troca de palavras que se decorre na mente de um ser humano possuidor de uma mente complexa:
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su.....
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8:00 p.m.
sexta-feira, janeiro 18, 2008
Colapsar!!!!
Sinto as mãos a tremer, o coração a bater descompassado, a ira a rebentar-me pelos poros com tal magnitude que a pele quase rasga…Que rasgue…quero lá saber…quero é deixar de ser, deixar de existir, deixar de sentir…Estou cheia de odio por mim mesma…não consigo explicar o porquê…mas quero desaparecer…quero subir de joelhos a um arranha-ceus, abrir os braços e voar…quero magoar-me, quero sofrer…o meu corpo tem que provar do que vai na alma…talvez seja por isso que o meu corpo tem vindo a desfazer-se aos poucos…se calhar nem preciso de fazer nada, porque ele sente naturalmente o desgaste da alma…o problema é que não sente suficientemente rápido…e eu preciso que seja rápido…preciso que seja à velocidade da luz…preciso de congelar…de ser deixada num sitio frio, sem vida…na realidade é assim que me sinto…as mãos tremem com mais intensidade…a tensão aumenta a níveis nucleares…pode ser que o coração se desfaça…que se desfaça…que se destrua…que entre em colapso e pegue fogo…tanto me faz…afinal de contas sempre foi ele a raiz dos meus problemas…o meu coração...
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su.....
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4:55 p.m.
terça-feira, janeiro 15, 2008
O Mundo estranho de Pessoas-Livro
Ontem à noite tive o segundo encontro da minha vida com uma pessoa-livro…já não me lembrava da sensação de irrealidade que toma conta de nós…foi como ser violentamente desperta para um mundo do qual já não tinha consciência. Mas é sempre mágico…sempre…lembro-me da primeira pessoa-livro com quem tive contacto…foi um encontro aparentemente casual. O meu pai apareceu num sábado com um livro, que vinha grátis na compra de um jornal. É obvio que o meu pai não teve noção da importância do que me trazia, das mudanças que o contacto com aquela entidade iria provocar em mim…Alias, o facto de ser céptico por natureza impediu-me sequer de alguma vez tentar explicar-lhe…ele nunca entenderia.
O livro não tinha nada de especial, nenhuma característica física específica que chamasse à atenção…poderia ser qualquer livro do mundo, o melhor livro, uma grande obra literária famosa, que o meu olhar não seria desviado para a sua capa. No entanto, a realidade é que se cruzou comigo, e por alguma razão que desconheço….fui impelida a pegar nele e lê-lo…só no final me apercebi que era uma pessoa-livro…quando senti uma estranha ligação a ele, como se tudo aquilo tivesse acontecido na minha vida por algum motivo metafísico que eu não conseguia conceber. Fiquei assustada, sem perceber o que tomava conta de mim…a confusão, a falta de esperança aliada a um conformismo extremo, uma sensação estranha de desprendimento de mim mesma…talvez só consiga entender quem já se cruzou com uma pessoa livro…Mas foi ontem, só ontem depois do segundo encontro, que entendi o porquê…a razão pela qual eu sentia, eu reconhecia que aquele livro era uma pessoa livro…era um aviso, um prenuncio do que eu me tornaria um dia...só uma pessoa-livro pode reconhecer outra pessoa-livro…é um mundo aparte, forrado de falta de esperança, de medo do vazio, que constitui a consciência do mundo…afinal, o conhecimento supremo mais não é do que o vacuo…E nessa dimensão a vida deixa de fazer sentido…também eu caminho para uma pessoa-livro…será amanha? Será neste ano o meu fim trágico? Emergirei como que tipo de livro? Não sei…só ambiciono tornar-me num livro tão desinteressante, tão pouco relevante que nunca seja lido por ninguém…não quero contaminar nenhum outro ser do mundo com este não viver…nunca...
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su.....
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10:09 a.m.
quarta-feira, janeiro 02, 2008
E gira, gira...
Lá fora, a chuva cai de uma forma indecisa...talvez tenha receio de se fazer sentir, não sei...mas mesmo caindo, não tem poder suficiente para esconder o sol...ele ainda brilha, assim como brilhará durante muitos e muitos milénios...e esta gigante roda gigante que o mundo é, continua a rodar mesmo que não queiramos...mesmo que não nos achemos dignos dela, mesmo que a ira e a raiva que nos destroi por dentro seja tão grande que sentimos que os nossos próprios limites físicos não são capazes de a conter...mas algures há forma de a parar...um botão, uma poção mágica, está algures escondido à espera que eu o encontre...e quando encontrar...a grande roda gigante não girará mais para mim...para nós...
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su.....
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11:41 a.m.
domingo, dezembro 09, 2007
Sei lá...
Acordo...vejo que estou em pé, pouco equilibrada em algo que parece ser um arame...um fio, como aqueles utilizados por trapezistas, que nos circos nos preenchem de mistérios e maravilhas...mas lentamente, sinto como se os meus pés estivessem a ser cortados, feridos por uma aresta afiada...continuo a andar para tentar chegar ao outro lado... mas cada vez mais o arame me magoa profundamente os pés e, em sofrimento, desequilibro-me e agarro-me com o que me resta...as mãos...ai percebo que percorro um caminho, não de arames ou fios, mas um gume duma navalha...as mãos ficam cada vez mais feridas e a dor é tão intensa que desisto...e num momento de libertação, deixo-me ir e perco-me no infinito...e finalmente adormeço...
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su.....
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8:19 p.m.
quinta-feira, novembro 29, 2007
ÉS? QUEM?
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su.....
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3:47 p.m.
quarta-feira, novembro 07, 2007
Livro Inacabado...
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su.....
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11:40 a.m.
domingo, outubro 07, 2007
'A sombra do Vento'
Tenho saudades...saudades de tanta coisa que nunca se passou mas que vive na minha mente ! Bastou um livro…um livro para soprar vida em mim…não a minha, mas de muitos que a nunca viveram…histórias de pessoas cheias de sonhos, cheias de cor, cheias de tudo o que compõem a pintura da vida…encontros, desencontros que vão construindo a trama de uma forma tão magica que parece que ela mesma se constrói a si mesma…peças de um puzzle que se completa com alegria, sofrimento e dor…há muito que um livro não me deixava assim, com um vazio tremendo na alma como se a minha vida tivesse acabado na última página…quero mais…quero que o sonho prossiga e acompanhe o passar do tempo…quero apreender eternamente com a sabedoria que a história encerra…quero mais…muito mais...
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su.....
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9:11 p.m.
segunda-feira, setembro 03, 2007
Sofia e o Espelho Mágico
A rainha, à semelhança do que a sua mãe havia feito consigo, ofereceu à pequena princesa um espelho mágico, que fazia há muitas gerações parte do legado da familia. Este espelho era realmente mágico, pois quando a princesa se olhasse no espelho, veria refletido nele, não a sua imagem, mas uma imagem bonita ou feia de sí mesma, consoante estivesse a satisfazer, ou não, as expectativas da mãe, que, segundo ela, eram semelhantes às dos seus subditos.
No inicio, Sofia não se olhava muito no espelho, porque, como era evidente, cada vez que fazia uma asneira, a imagem refletida era a de uma Sofia feia. No entanto, a menina queria tanto sentir-se amada e segura, que, em face às contantes pressões da mãe para que usasse o espelho, cedeu e começou a guiar o seu comportamento pelo que via refletido neste. O que a rainha não sabia era que uma bruxa má havia posto um feitiço no espelho para que este fosse cada vez mais exigente, para que precisasse de comportamentos exemplares para mostrar uma imagem bonita da pessoa que nele se olhasse. E Sofia, sem saber desse estranho feitiço, recorria cada vez mais ao espelho numa tentativa de se sentir amada, compreendida e respeitada. A determinada altura, já não havia, para Sofia, opinião mais real e valiosa que a do espelho, toda a sua auto-estima se baseava na imagem refletida neste. E assim, incapaz de satisfazer a todo o momento as cada vez maiores exigências do espelho, Sofia começou a desesperar, a ficar tão triste, tão triste, que a alegria não passava já senão de uma memória.
No meio dos seus subditos, começou a circular um rumor de que a princesa estava cada vez mais fraca, que caminhava para a morte. Pedro, um rapaz novo e de bom coração, ouviu o rumor, e tendo uma vez visto de relance a beleza da princesa, acreditou que conhecia a solução para os seus problemas. E assim, pediu aos reis uma audiência.
A rainha, afogada em desespero por não conseguir afastar a tristeza da sua filha, concedeu a Pedro a oportunidade para falar com Sofia.
No dia seguinte, Pedro apresentou-se perante Sofia. Esta não olhava senão para o espelho, era como se estivesse hipnotizada pelo reflexo que via nele. Pedro, num gesto meigo, afastou o espelho do campo de visão de Sofia, e os seus olhos encontraram-se. Nos olhos de Pedro, Sofia viu a sua imagem refletida, tal como era, com defeitos e com qualidades, e assim, a ligação cruel que tinha ao espelho quebrou-se. Estava finalmente livre das correias que a haviam atormentado durante tanto tempo. O espelho, irado por ter perdido o poder que detinha sobre a princesa desfez-se em mil pedaços, que como o pó, foram levados por uma subita rajada de vento.
A rainha, ao entender o mal que tinha causado a sua filha, correu e debruçou-se sobre ela, pedindo-lhe desculpa, disse-lhe que o mais importante para ela era a felicidade da filha, e não se importava mais com o que os outros pudessem pensar. Sofia, uma vez livre do espelho, recomeçou a viver a vida que tinha ficado suspensa à tantos anos atrás e, com Pedro, tornou-se mais tarde numa rainha muito feliz.
S
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su.....
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11:38 p.m.
sábado, agosto 25, 2007
Acordar...
Acordei ao som do trovão...forte, impediedoso e altivo...não se importa se interrompe o sono dos justos...não olha a nada...simplesmente existe com a vulgar intolerância da natureza...o sono que tinha ainda me entorpeceu durante alguns segundos...como se estivesse ainda ligada por uma corda invisivel ao mundo dos sonhos...no entanto, a repetição de sons, de relampagos não me deixou mais estar na cama...afinal de contas, Deus estava a proporcionar-me mais um espectaculo...seja de ira, como os antigos acreditavam, ou de outro qualquer sentimento...tanto me faz...gosto sim de ver a natureza a dominar o homem...a expressar o seu poder sobre nós...passamos tanto tempo a interferir nela que acho que está no direito de, de vez em quando nos reduzir aquilo que verdadeiramente somos...espectadores de toda uma peça, que constantemente mudam o curso da história...no entanto, espectadores...
A chuva cai diluviosamente...como se pretendesse limpar, lavar tudo o que está a mais...tudo o que não faz parte...pergunto-me se teria o mesmo efeito em mim...será que se for lá fora me limpa igualmente? me dá uma nova alma? livre e limitada ao essencial?
Com um entusiasmo infantil, procurei a chave da porta da rua....encontrei e quando abri a porta e e olhei para o céu, surgiu na minha mente o pensamento 'O mundo está como eu! Em revolta!'...mas tu...estás em revolta?
Lá fora, o temporal perde força, acalma, descansa... pudesse o meu coração e alma descansar também...para sempre!
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su.....
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7:44 a.m.
terça-feira, agosto 14, 2007
Sh....
Nas memórias do que ainda não foi,
revejo-me num sitio calmo,
uma praia vasta e deserta,
os cabelos a dançar ao som do vento
e o coração a sangrar de tanta dor...
Tento evitar regressar a essa imagem,
luto com a escassa força que me resta,
a minha alma conhece profundamente
o preço alto de rever o futuro,
tão certo como a morte depois da vida...
Não guardo em mim grama de esperança,
tudo o que fui se aniquila aos poucos,
sou um perfume que perdeu a essência,
que perdeu a graça,
que se perdeu para sempre...
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su.....
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10:39 a.m.
sexta-feira, agosto 10, 2007
Noite Sombria
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su.....
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12:49 a.m.
segunda-feira, julho 16, 2007
Raios...
Será hoje? Será? Poderei eu deixar de ser sinónimo de sofrimento para os que me rodeiam? Poderei eu deixar de ver no espelho dor, feridas, cicatrizes... Como eu ambiciono esse momento... Sou um peso morto...algo que puxa todos para baixo, que se afoga mas não sozinho... Não quero ser isso... Não quero! Estou cansada... muito cansada... Porque será que deus não responde ao meu pedido? Não quero nada de espalhafatoso...só peço que possa dormir... dormir e não magoar... não percepcionar mais suspiros, olhares, palavras de sofrimento nos que me rodeiam... não magoar... não viver... Como seria bom...como seria bom!
Por
su.....
às
6:54 p.m.
segunda-feira, julho 09, 2007
Ai!
Su...
Nome insignificante...
Símbolo de sofrimento
Tenho...
Corpo de papel,
Coração de suspiro,
Mente de confusão...
Sou simplesmente tristeza em formato de pessoa!
Por
su.....
às
12:51 p.m.
Countdown
Qual de mim vou escolher?
Escolho a que estupidamente sorri como se nada se passasse?
Escolho a que me critica pela mais ínfima e insignificante coisa?
Escolho a que é como uma criança e cujo interior é forrado de sonhos?
Escolho a que espera pacientemente?
Escolho a que se revolta com o mundo, cheia de magoa e amargura?
Escolho a que sangra silenciosamente por dentro?
Ou a que prefere acabar com tudo?
Qual escolho? Qual?
Por
su.....
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12:41 p.m.
Lyric
Heaven bend to take my hand
And lead me through the fire
Be the long awaited answer
To a long and painful fight
Truth be told I've tried my best
But somewhere along the way
I got caught up in all there was to offer
And the cost was so much more than I could bear
Though I've tried, I've fallen...
I have sunk so low
I messed up
Better I should know
So don't come round here
And tell me I told you so...
We all begin with good intent
Love was raw and young
We believed that we could change ourselves
THe past could be undone
But we carry on our backs the burden
Time always reveals
In the lonely light of morning
In the wound that would not heal
It's the bitter taste of losing everything
That I've held so dear.
I've fallen...
I have sunk so low
I messed up
Better I should know
So don't come round here
And tell me I told you so...
Heaven bend to take my hand
Nowhere left to turn
I'm lost to those I thought were friends
To everyone I know
Oh they turn their heads embarassed
Pretend that they don't see
But it's one missed step
One slip before you know it
And there doesn't seem a way to be redeemed
Though I've tried, I've fallen...
I have sunk so low
I messed up
Better I should know
So don't come round here
And tell me I told you so...
By Sarah McLACHLAN
Por
su.....
às
9:35 a.m.
sábado, junho 23, 2007
Tarde...
Sento-me e ao meu lado, uma pessoa, uma mulher, pergunta-me se a mesa adjacente está ocupada. Respondo que não, ela afasta a mesa para o outro lado, pousa um conjunto de revistas acabadas de comprar e senta-se....Tranquilamente, a mulher pega em cada uma e retira a etiqueta do preço... presumo que seja algum hábito antigo pela rapidez e destreza com que o faz... depois, escolhe uma e arruma as restantes num dos cantos da mesa, com o cuidado que de fiquem perfeitamente alinhadas... como se todo o seu mundo ruisse caso uma delas estivesse um centimetro fora do lugar...Uma imagem faz-me regressar a mim... os meus olhos enchem-se de lagrimas silenciosas, reveladoras do sofrimento que contenho... alheia à minha pessoa, a mulher continua com o seu ritual de folhear revistas, possivelmente algo que faz às 20:30 horas de todos sábados, de todos os meses, anos e séculos... Não dedica grande atenção que que lê, mas continua de uma forma obstinada, como se procurasse naquelas páginas o segredo da vida... Pudesse ela partilhar comigo o que tanto busca... Subitamente, guarda as revistas na mala, levanta-se e vai-se embora... Mais tarde, olho para a mesa abandonada numa tentativa de rever os ultimos momentos... tento procurar uma marca, um sinal de que a mulher ali esteve e constato que a mesa está perfeitamente encostada à parede, assim como a cadeira, que descansa alinhada com a mesa, certamente à espera de um outro alguem... tudo ficou alinhado... maior contraste com a minha vida não há... sucumbo...
Por
su.....
às
10:54 p.m.









